terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Depressão e Vitamina D

Por Michael Zanchet, psicólogo do Kurotel

A depressão é uma das doenças com uma prevalência significativa na sociedade contemporânea. As causas são subjetivas, devendo ser avaliadas em cada indivíduo, e alguns sintomas característicos são tristeza persistente, cansaço, diminuição da energia, perda de interesse por atividades do cotidiano, apatia, irritabilidade, expectativas negativas, sentimentos de culpa, distúrbios do sono. Alertando para o fato que estes sintomas devem ter persistência e grau de prejuízo na vida desta pessoa e um período significativo para avaliarmos é a persistência de pelo menos duas semanas. Uma boa analogia é que tristeza não é necessário tratamento, mas depressão necessita, pois existe uma diferença em estar triste uma tarde ou estar triste duas semanas de forma persistente. 

Muitos estudos têm apontado a importância de alguns componentes nutricionais e de vitaminas como auxílio ao tratamento de depressão, como alimentos que contém ômega 3. A  vitamina D é produzida pela exposição à luz do sol e também pode ser encontrada no óleo de fígado de bacalhau, gema de ovo, leite desnatado, cereais, iogurte e salada de atum. 

Já um estudo divulgado pelo “The American Journal or Clinical Nutrition" constatou que a vitamina D pode ser um grande aliando no combate à depressão feminina, principalmente na fase pós-menopausa. A ingestão da vitamina pode ajudar a reduzir os sintomas causados pela doença. O estudo analisou a introdução de vitamina D no organismo através de suplementos e dos alimentos e constatou  que, somado às atividades físicas, o suplemento colaborou para diminuir e muitas vezes até mesmo fazer desaparecer a depressão das pessoas estudadas. 


Em 2008, cientistas holandeses já haviam concluído que a falta de vitamina D poderia aumentar o risco de depressão e outros problemas psiquiátricos em idosos. "As causas subjacentes da falta de vitamina D, como menor exposição ao sol, as mudanças de casa ou de hábitos como o de se vestir, o menos consumo de vitaminas podem originar depressões, mas a depressão pode ser também consequência de um baixo índice de vitamina D", declarou o estudo. 

O importante é ressaltarmos que depressão deve ser tratada. E o que os estudos tem mostrado é que a adequação entre psicoterapia, avaliação psiquiátrica para averiguar a necessidade de acompanhamento farmacológico, exercício físico com regularidade e avaliação de vitaminas e minerais para suplementação é a melhor forma de diagnosticar e tratar a depressão. 

Em termos preventivos, devemos optar por atitudes simples como exercitar-se, respirar adequadamente, relacionar-se bem com as pessoas, demonstrar afeto, constituir família, ocupar a mente com assuntos positivos e evitar hábitos danosos ao organismo como tabagismo, abuso de bebida alcoólica. Estas são algumas escolhas simples e positivas que terão uma repercussão complexa no contexto de vida e na autoestima.