segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Os poderes da Vitamina D


Ela é essencial para a saúde dos dentes e dos ossos. Favorece o crescimento das crianças e do feto durante a gestação. Sua deficiência pode causar raquitismo nas crianças e osteoporose nos adultos e idosos. Há muito tempo a medicina tinha o conhecimento de que sua fixação no organismo ocorre principalmente pela exposição aos raios solares, mas também pela alimentação e reconhecia o papel fundamental da vitamina D (ou calciferol, ou 25-OHD) como substância fixadora do cálcio e sua importância para o desenvolvimento sadio dos ossos. Visualizar a Vitamina D apenas por esse ângulo, no entanto, é simplificar e menosprezar a sua importância e os seus poderes. E também passado.

O que pouco se sabia, e estudos realizados nos últimos anos por cientistas ao redor do mundo estão comprovando, é que a vitamina D é essencial também no combate à obesidade, à diabetes, à depressão, ao câncer e às doenças cardiovasculares e das articulações.

Mais recentemente, uma pesquisa conduzida pela equipe transdisciplinar do Kurotel - Centro de Longevidade e Spa quebrou mais um paradigma. O estudo não só detectou que uma parcela significativa da população adulta tem deficiência de vitamina D como também relaciona o fenômeno a uma série de doenças que podem ser evitadas. “Níveis adequados de vitamina D devem ser alcançados por aqueles que querem manter uma boa saúde e buscam a prevenção de doenças”, explica a médica nutróloga Mariela de Oliveira Silveira, coordenadora da equipe técnica do Kur. Em setembro, a experiência do Kurotel e os resultados da pesquisa foram levados para o 16º Congresso Brasileiro de Nutrologia, realizado em São Paulo.  



A PESQUISA KUR 
O estudo, realizado junto a clientes que frequentaram a Clínica Médica do Kurotel durante o ano de 2011, associou a ocorrência de males como obesidade e depressão a níveis insuficientes de vitamina D no organismo. Coordenada pelas médicas nutrólogas Camila Perlin Ramos e Mariela de Oliveira Silveira, a pesquisa investigou os níveis de vitamina D nos clientes e estabeleceu relações com as doenças diagnosticadas. Por meio de anamnese, medidas antropométricas e exames laboratoriais foram analisadas variáveis como sexo, idade, peso corporal, Índice de Massa Corporal (IMC), níveis de vitamina D e queixas dos pacientes.

Dos 1.285 participantes do estudo, 802 eram do sexo feminino. A idade da maioria (65,7%) variava entre 40 e 70 anos, e IMC médio era de 27,4 (o normal entre adultos é entre 18,5 e 25). A dosagem de vitamina D foi realizada em 177 indivíduos, ou 13,8% do total clientes. Destes, apenas 33% apresentaram níveis adequados da vitamina D.